PSDB vai abandonar Raquel Lyra em Pernambuco? Veja o que se sabe
Governadora do estado trocou o PSDB pelo PSD no início do mês

A política pernambucana promete mais uma reviravolta. O PSDB, partido que já teve uma forte ligação com a governadora Raquel Lyra, está prestes a deixar sua base de apoio. A filiação da vice-governadora Priscila Krause ao PSDB não teria sido suficiente para agradar à cúpula nacional tucana, que tem grandes planos para o futuro do partido no Estado.
O PSDB em Pernambuco
Marconi Perillo, presidente do PSDB, já anunciou que o comando do partido em Pernambuco será transferido para Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com isso, é esperado que o PSDB se desassocie da base de Raquel Lyra, embora ela ainda possa levar consigo muitos dos quadros tucanos que compõem sua estrutura política no Estado.
Após a troca de siglas de Raquel, o ex-deputado federal Bruno Araújo assumiu a responsabilidade de definir o futuro do PSDB em Pernambuco. O partido, até agora, teve sua força política muito atrelada à liderança de Raquel, mas agora se vê diante da opção de buscar novas alianças, correndo o risco de perder a força local.
Mesmo com bons resultados nas últimas eleições – três deputados estaduais e mais de 30 prefeituras – o PSDB sempre foi um partido de baixa capilaridade no Estado, com sua força mais ligada às figuras personalistas do que ao próprio projeto tucano.
O Que Esperar da "Debandada" Tucana?
A grande expectativa é que a maioria dos prefeitos do PSDB, que foram eleitos no último pleito, sigam Raquel para o PSD. Esse movimento de migração fortalece ainda mais o novo partido da governadora e amplia a presença do PSD em Pernambuco, permitindo que a legenda se torne mais competitiva no cenário político local.
Com a orientação de Marconi Perillo, o PSDB agora deve focar em criar uma chapa competitiva para o Congresso Nacional. Álvaro Porto, aliado do prefeito João Campos (PSB), pode levar a sigla para a base do PSB, consolidando uma nova era para o partido. Porém, as negociações com outras legendas, como os Republicanos e Podemos, ainda podem mudar o jogo político no Estado.
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