Veja o que os deputados pernambucanos falaram sobre denúncia contra Bolsonaro
PGR apresentou denúncia por suposta tentativa de golpe pelo ex-presidente

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado repercutiu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta quarta-feira (19). O documento, entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (18), acusa Bolsonaro de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e liderança de organização criminosa armada.
Posicionamentos na Alepe
O tema dominou os discursos no plenário, gerando reçus e apoios ao ex-presidente.
- João Paulo (PT) defendeu a gravidade da denúncia, alegando que há provas concretas de que Bolsonaro e aliados tentaram comprometer as Forças Armadas, elaborar decretos inconstitucionais e planejar ataques contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O parlamentar comparou o caso ao golpe militar de 1964 e reforçou que "não há conciliação possível com quem tenta dar golpe".Publicidade
Dani Portela (PSOL) recebeu a notícia sem surpresa, mas com satisfação. Para ela, a democracia precisa ser defendida e quem atenta contra ela deve ser punido. "A denúncia é um marco e deve servir de exemplo para que isso nunca mais aconteça", afirmou.
Rosa Amorim (PT) reforçou o pedido de punição severa para os envolvidos e se manifestou contra qualquer tipo de anistia. Ela destacou Bolsonaro como principal responsável pelos ataques de 8 de janeiro e disse que seu objetivo era "negar a derrota para Lula e se manter no poder pela força".
Doriel Barros (PT) criticou Bolsonaro por transformar a Presidência em "uma organização criminosa", mas elogiou o posicionamento de Lula ao afirmar que todos têm direito à presunção da inocência. "Se forem condenados, precisam ser retirados do meio da sociedade. Lugar de bandido é na cadeia", completou.
Por outro lado, o deputado Pastor Júnior Tércio (PP) saiu em defesa de Bolsonaro. Ele comparou a economia nos governos Lula e Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente "é um homem de bem, um homem de família e não elevou os preços como estão agora". O parlamentar também defendeu sua esposa, a deputada federal Clarissa Tércio (PP), que foi investigada pelo apoio dado aos atos de 8 de janeiro de 2023, mas teve o processo arquivado após comprovação de que o casal estava em Pernambuco na data dos ataques.
A declaração de Júnior Tércio foi prontamente rebatida por Rosa Amorim (PT), que lembrou que, segundo a PGR, Bolsonaro é apontado como "líder de uma organização criminosa". Já Doriel Barros (PT) ressaltou que o governo Lula tem adotado medidas para garantir a segurança alimentar da população, enquanto apoiadores de atos antidemocráticos estão cometendo crimes.
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